Estranhos Estrangeiros

... deixa o vento soprar, let it be. fique pelo menos com o gostinho de ter brilhado um pouco.

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    “Em luta, meu ser se parte em dois. Um que foge, outro que aceita. O que aceita diz: não. Eu não quero pensar no que virá: quero pensar no que é. Agora. No que está sendo. Pensar no que ainda não veio é fugir, buscar apoio em coisas externas a mim, de cuja consistência não posso duvidar porque não a conheço. Pensar no que está sendo, ou antes, não, não pensar, mas enfrentar e penetrar no que está sendo é coragem. Pensar é ainda fuga: aprender subjetivamente a realidade de maneira a não assustar. Entrar nela significa viver.”

    “Em luta, meu ser se parte em dois. Um que foge, outro que aceita. O que aceita diz: não. Eu não quero pensar no que virá: quero pensar no que é. Agora. No que está sendo. Pensar no que ainda não veio é fugir, buscar apoio em coisas externas a mim, de cuja consistência não posso duvidar porque não a conheço. Pensar no que está sendo, ou antes, não, não pensar, mas enfrentar e penetrar no que está sendo é coragemPensar é ainda fuga: aprender subjetivamente a realidade de maneira a não assustar. Entrar nela significa viver.”

    — 1 year ago with 2 notes
    Virei pedra e entendi porque a solidão é a experiência mais universal de todas. A solidão é muito sacana. Num dia, ela te deixa eufórico, pensando nessa liberdade possível de não dever satisfação a ninguém e nessa possibilidade infinita de realizar todas as tuas vontades. Mas, no outro dia, a solidão te dá uma rasteira daquelas bem dadas. E te faz cair na real. Tu estás só feito um cão de rua, meu filho. Ninguém te ama, ninguém te quer, ninguém te conhece, ninguém tem acesso à tua alma. Tuas neuras são só tuas, e parece que nada nem ninguém preenche esse vazio.

Caio Fernando Abreu

    Virei pedra e entendi porque a solidão é a experiência mais universal de todas.
    A solidão é muito sacana. Num dia, ela te deixa eufórico, pensando nessa liberdade possível de não dever satisfação a ninguém e nessa possibilidade infinita de realizar todas as tuas vontades.
    Mas, no outro dia, a solidão te dá uma rasteira daquelas bem dadas. E te faz cair na real. Tu estás só feito um cão de rua, meu filho. Ninguém te ama, ninguém te quer, ninguém te conhece, ninguém tem acesso à tua alma.
    Tuas neuras são só tuas, e parece que nada nem ninguém preenche esse vazio.

    Caio Fernando Abreu

    — 1 year ago with 7 notes
    De onde vem essa iluminação que chamam de amor, e logo depois se contorce, se enleia, se turva toda e ofusca e apaga e acende feito um fio de contato defeituoso, sem nunca voltar àquela primeira iluminação?

Caio Fernando Abreu

    De onde vem essa iluminação que chamam de amor, e logo depois se contorce, se enleia, se turva toda e ofusca e apaga e acende feito um fio de contato defeituoso, sem nunca voltar àquela primeira iluminação?

    Caio Fernando Abreu

    — 1 year ago with 1 note
    Todos os dias o ciclo se repete, às vezes com mais rapidez, outras mais lentamente. E eu me pergunto se viver não será essa espécie de ciranda de sentimentos que se sucedem e se sucedem e deixam sempre sede no fim…Caio Fernando Abreu 

    Todos os dias o ciclo se repete, às vezes com mais rapidez, outras mais lentamente. E eu me pergunto se viver não será essa espécie de ciranda de sentimentos que se sucedem e se sucedem e deixam sempre sede no fim…

    Caio Fernando Abreu 

    — 1 year ago with 3 notes
    “Olha, eu estou te escrevendo só pra dizer que se você tivesse telefonado hoje eu ia dizer tanta, mas tanta coisa. Talvez mesmo conseguisse dizer tudo aquilo que escondo desde o começo, um pouco por timidez, por vergonha, por falta de oportunidade, mas principalmente porque todos me dizem que sou demais precipitado, que coloco em palavras todo o meu processo mental (processo mental: é exatamente assim que eles dizem, e eu acho engraçado) e que isso assusta as pessoas, e que é preciso disfarçar, jogar, esconder, mentir. Eu não queria que fosse assim. Eu queria que tudo fosse muito mais limpo e muito mais claro, mas eles não me deixam, você não me deixa…”

Caio Fernando Abreu

    “Olha, eu estou te escrevendo só pra dizer que se você tivesse telefonado hoje eu ia dizer tanta, mas tanta coisa. Talvez mesmo conseguisse dizer tudo aquilo que escondo desde o começo, um pouco por timidez, por vergonha, por falta de oportunidade, mas principalmente porque todos me dizem que sou demais precipitado, que coloco em palavras todo o meu processo mental (processo mental: é exatamente assim que eles dizem, e eu acho engraçado) e que isso assusta as pessoas, e que é preciso disfarçar, jogar, esconder, mentir. Eu não queria que fosse assim. Eu queria que tudo fosse muito mais limpo e muito mais claro, mas eles não me deixam, você não me deixa…”

    Caio Fernando Abreu

    — 1 year ago with 1 note
    Se não for hoje, um dia será. Algumas coisas, por mais impossiveis e malucas que pareçam, a gente sabe, bem no fundo, que foram feitas para um dia dar certo.Caio Fernando Abreu. 

    Se não for hoje, um dia será.
    Algumas coisas, por mais impossiveis e malucas que pareçam, a gente sabe, bem no fundo, que foram feitas para um dia dar certo.

    Caio Fernando Abreu. 

    — 1 year ago with 2 notes
    – Só sei que nós nos amamos muito…– Porque você está usando o verbo no presente? Você ainda me ama?– Não, eu falei no passado!– Curioso né? É a mesma conjugação.– Que língua doida! Quer dizer que NÓS estamos condenados a amar para sempre?(…)– E não é o que acontece? Digo, nosso amor nunca acaba, o que acaba são as relações…– Pensar assim me assusta.– Por que? Você acha isso ruim?– É que nessas coisas de amor eu sempre dôo demais…– Você usou o verbo ‘doer’ ou ‘doar’?(Pausa)– Pois é, também dá no mesmo….

    – Só sei que nós nos amamos muito…
    – Porque você está usando o verbo no presente? Você ainda me ama?
    – Não, eu falei no passado!
    – Curioso né? É a mesma conjugação.
    – Que língua doida! Quer dizer que NÓS estamos condenados a amar para sempre?
    (…)
    – E não é o que acontece? Digo, nosso amor nunca acaba, o que acaba são as relações…
    – Pensar assim me assusta.
    – Por que? Você acha isso ruim?
    – É que nessas coisas de amor eu sempre dôo demais…
    – Você usou o verbo ‘doer’ ou ‘doar’?
    (Pausa)
    – Pois é, também dá no mesmo….

    — 1 year ago with 8 notes
     
Uma urgência inadiável de ser feliz.Ser feliz agora, já, imediatamente.
Caio Fernando Abreu.

    Uma urgência inadiável de ser feliz.
    Ser feliz agora, , imediatamente.

    Caio Fernando Abreu.

    — 2 years ago with 12 notes
    
É como se mil pessoas se importassem com você, menos uma.E, de alguma forma, era a única que você necessitava que se importasse.
Caio Fernando Abreu.

    É como se mil pessoas se importassem com você, menos uma.
    E, de alguma forma, era a única que você necessitava que se importasse.

    Caio Fernando Abreu.

    — 2 years ago with 6 notes
    Toma um café, que o mundo acabou faz tempo.
Caio Fernando Abreu. 

    Toma um café, que o mundo acabou faz tempo.


    Caio Fernando Abreu. 

    — 2 years ago with 19 notes